domingo, 15 de dezembro de 2013

A banda Folhas da Tarde e seu Rock Caldeirão gaucho.

Apresentamos a banda gaúcha Folhas da Tarde, denominam seu próprio estilo como “Rock Caldeirão”, que é um Rock com influência das muitas ramificações do rock. A denominação se atrela a história da banda, que foi formando seu quadro de músicos e influências com o passar do tempo, sofrendo uma verdadeira metamorfose de novos elementos. A banda começou com Carlos Cabra (Guitarrista e Vocalista) e Fê Sanches (Baterista), posteriormente com a entrada de Rafael Garcia (Baixista e Backing Vocal). Carlos Cabra explica o nome da banda, dizendo que é como se todo ser humano fosse uma folha, a espera do vento, esperando por uma imprevisibilidade que selaria seus destinos, filosofia na qual a banda se insere quando produz suas músicas, pois cada música puxa para um estilo diferente, instrumental, sarcasmo, rock and roll, estilos, formas e elementos se misturam constantemente.


Folhas da Tarde faz parte da nova geração de bandas independentes que utilizam a internet para divulgação, livres de gravadoras, criam seu estilo e suas músicas de acordo com a própria vontade.
A banda também esteve presente em Festival “Fearg/Fecis”, TV Furg “Musirug”, Rádios e Jornais e muitos eventos independentes. Atuam também com sua produção independente: Arroz, Feijãoe Água Produções, também tem o seu próprio estúdio, chamado por eles de “Montanha da Cabra”, Situados na região litorânea extremo sul do Brasil(RS/Rio Grande/Cassino).

Trabalhos gravados
A banda tem dois miniálbuns (EP) e dois clipes oficiais disponíveis no youtube, um da música "Além do Globo Ocular" e "Pandorga". Cada EP possui cinco músicas, o primeiro com as músicas: Pandorga, Modesto Ser Humano, Empalem os Corruptos, Bailarine e O Silêncio dos Marionetes. O segundo EP com: One Bomb, Cândida Flor, O Tubarão Comeu O Meu Irmão, Estilinho Punkzinho e Além do Globo Ocular.


Além do Globo Ocular

Carlos Cabra (vocalista) explica que a música representa tudo que está em nossa volta, tudo que nos cerca no dia a dia mas fica além da nossa percepção, ou mesmo fora do nosso campo de visão, locais onde a dualidade do mundo está sempre presente. Podemos pensar mesmo com base em Roberto DaMatta, que a rua em oposição a casa, é o lugar onde temos o inevitável, a Morte, em oposição a casa que representaria a vida. O Foco da banda é a inocência e a Manipulação, que poderíamos colocar a inocência como o mundo da casa, o “mundinho” fechado, visto da janela em sua mais ingênua inocência e a manipulação seria claramente a rua, local dos malandros, corruptos e manipuladores.

O Clipe lembra um pouco o figurino do Zé do Caixão, e por causa da temática; morte, rituais e costumes. Carlos Cabra afirma que tudo foi inspirado na área do Paganismo, mesmo porque em determinado momento a letra fala de alfinetes e bonecos, o que nos faz remeter diretamente aos rituais Vodu com suas bonecas espetadas. Embora a banda se intitule “Rock Caldeirão” o nome não parece ter ligação com a questão Paganista (bruxas e caldeirões), sendo essa música em especial voltada a esse tema, o que não é uma característica fixa da banda.

Impressões finais.
A proposta da banda é produzida com muita qualidade pelos músicos, que se mostram bem entrosados e sabem o que querem fazer, misturar e deixar acontecer é uma característica marcante desse “Rock Caldeirão”, também chama a atenção pelo vocal de Carlos Cabra, bastante original e que lembra vagamente a banda Mineira Cartoon, embora não façam rock progressivo, a ideia do vocal mais agudo e algumas vezes bastante estridente, dá uma característica marcante a banda. Músicas como Faroeste Gaúcho, são riquíssimas em ritmos regionais e valem a pena serem escutadas com atenção.


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