sábado, 23 de março de 2013

Discos de Chocolate

 
Marinho Biskic e seu disco de chocolate
 
Discos de chocolate, que podem ser escutados e depois comidos? Sim isso existiu e ainda existe!

MARINHO BISKIC E OS DISCOS DE CHOCOLATE
No ano de 2012 foram anunciados alguns discos feitos de chocolate,por Marinho Biskic o diretor da empresa de chocolate apimentado Nadalina. Eram discos feitos no mesmo formato dos de vinil só que feitos de chocolate, o disco tocava a música “O kakva luna”, com direito até mesmo a um clipe:



Nossa esse cara deve ser um gênio! Inventar algo desse tipo nunca antes pensado! Correto? Não errado...

FREDERICO FIGNER
Frederico Figner (1866 – 1947) tchecoslovaco de origem judaica, deixou sua terra natal com 15 anos de idade. Emigrou para os Estados Unidos, trabalhou como relojoeiro e ourivesaria.
Em 1891 os aparelhos de gravação começam a se tornar um artigo comercial, e nasce os cilindros utilizados por esse aparelho para gravar o som. Os aparelhos eram invenção de Thomas Edison (1847-1931) . Figner comprou um certo número desses rolos e passou a viajar pela América exibindo seu material sonoro, foi quando ele ouviu falar do Brasil e resolveu partir para nossas terras até então desconhecidas para ele. Conta-se que Figner começou a viajar por Belém onde desembarcou nos fins de 1891. Todos queriam ouvir e ver esse maravilhoso aparelho trazido dos Estados Unidos, anunciavam que trazia as vozes gravadas dos principais artistas do mundo.
Frederico Figner também foi o responsável pelo advento do profissionalismo do músico popular no Brasil, ao contratar dois músicos para tocar violão em uma gravação de fonograma, esses músicos seriam Antônio da Costa dos Santos, o Cadete e Manuel Pedro dos Santos, o Baiano.


MERCADO E O NASCIMENTO DO DISCO
Houve uma grande ampliação do mercado na tirarem dos cilindros e dos fonógrafos. Figner logo montou uma rede de revendedores e distribuidores; ele soube como explorar bem esse mercado. Em 1904 o germano-americano Emile Berliner, faz o gramofone com discos de cera, com a ação de uma agulha metálica ligada a um diafragma de mica. Esse novo aparelho entraria de vez no mercado brasileiro. Figner lança a patente sobre a fabricação de chapas prensadas dos dois lados, o que conheceríamos como disco.






DISCOS DE CHOCOLATE
Francis Barraud pintando o cão Nipper
Os discos se chamavam flat-discs ou simplesmente chapas, se tornaram muito populares naquele ano, foi quando a Sociedade Phonographica Brasileira anunciava a venda de “gramophones com discos de chocolate” onde “depois de usados, podem se comer, pois que são de chocolate puro dos afamados fabriantes Felix-Potin”. Esse anúncio foi publicado na revista “O Malho”, do Rio de Janeiro. O Jornalista Jota Efegê (1902-1987) disse “Depois de ouvir a música comer os discos era a novidade do século”.






Pelo visto os discos de chocolate não são coisa nova, só que foram esquecidos no tempo e alguém resolveu omitir que eles já haviam existido.






Fonte
http://negraspaginas.blogspot.com.br/2009/02/o-cao-e-o-gramofone.html

Bibliografia:
TINHORÃO, José Ramos. Música popular: do gramofone ao rádio e TV. São Paulo: Ática, 1981.

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