quinta-feira, 26 de julho de 2012

A Histórida do Gravador




Quando começou a gravação e reprodução do som?
Tudo começou com Charles Cros (1842 - 1888) em 1877, quando expõe um aparelho reprodutor de som, ele dá o nome de “paleofone”. Meses depois Thomas Edison (1847 – 1931) constrói o primeiro fonograma, apresentado na acadêmia de Ciências, é oferecido a venda em 1889 a preços muito altos, a principio não tem uma grande utilidade, somente quinze anos depois, o aparelho sofre algumas modificações e padronizações, tornando possível gravar em discos, nasce então a gravação do som. Edison pensava em outras utilidades para sua invenção, como, famílias que o usariam para gravar suas histórias, o uso em aula pelo professor, e até pensou em usar a nova tecnologia em bonecas falantes ou caixinhas de música.
Foi utilizado pela primeira vez por Bartok (1881 - 1945), em suas pesquisas por canções e ritmos populares, mais tarde seria utilizado por outros compositores.
1890 foi o ano em que começou a exploração das gravações, e outros inventores dariam continuidade a essas descobertas, como o físico François Dussaud (1870 – 1953) em 1894, ao inventar o microfonógrafo de pilhas, que era uma união das invenções de Edison e Cros, o aparelho de Dussaud, podia gravar e reproduzir, outros inventores ainda sucederam Dussaud no aperfeiçoamento da invenção.
A indústria fonográfica começa a se organizar: Gramophone Cº, Columbia Cº, Victor Cº, Ste Pathé, Fonotopia, Odéon, e mais tarde DGG, em 1910 se padroniza o diâmetro e a velocidade da rotação dos discos, começando por 80 rpm, são feitas as primeiras gravações como Carmem de Bizet e do Concerto para dois violino de Bach, em 1913 é gravado a quinta sinfonia de Beethoven pela Filarmônica de Berlim, no total foram 8 discos.
No Brasil, em 1916 temos a gravação pela Odeon do samba “Pelo Telefone”, pelo cantor Baiano e a Banda da Casa Edison, existe controvérsia uma vez que esse samba é considerado a primeira gravação no Brasil, uma vez que a mesma gravadora Odeon lançara uma série entre 1912 e 1914, com as músicas “Descascando o pessoal” e “Urubu Malandro”.
Segundo o livro História & Música de Marcos Napolitano, Baiano teria gravado a primeira canção em 1902,  "Isto é bom" e o primeiro samba "Pelo Telefone" em 1917, prefiro dar créditos a Napolitano por causa de suas referências Bibliográficas.
A gravação chega ao cinema, onde são feitos os primeiros experimentos em 1914, por Lauste (1857 – 1935), em 1920 é inventado o amplificador, os desenvolvimentos a partir dessas datas são inúmeros, e em 1935 são feitos os primeiros experimentos Estereofônicos, ou seja, a utilização de mais de um canal, esses experimentos na época são feitos pela Walt Disney, no filme Fantasia. Em 1943 fabrica-se as primeiras fitas magnéticas de vinil revestido, assim como o primeiro gravador magnético (o K7). São feitos os primeiros discos de 45 rpm, em 1945 e com 17cm de diâmetro, em 1948 são feitos pela Columbia Cº os primeiros discos de 33 rpm.
É bom ressaltar que o comportamento das pessoas, do público e dos músicos mudou muito depois da gravação, pode ser difícil imaginarmos como era naquela época, pois era uma novidade poder ouvir uma obra musical quantas vezes se desejasse, naqueles tempos, muitas vezes as obras eram executadas uma vez apenas, a partir dessas gravações e suas melhorias é que a indústria fonográfica começa a ganhar mais espaço. Como se havia adquirido o hábito dos arranjos no Romantismo, já era muito comum executarem-se versões ou apenas trechos de uma obra na qual chamavam de “música ligeira”, como exemplo disso, a Dança Hungara de Brahms, que era tocada em cervejarias; a partir dessas músicas ligeiras e do nascimento dos arranjos é que se tem uma maior exploração pelas gravadoras, essa seria a música de entretenimento, o que para alguns autores e muitos eruditos, seria uma deterioração da obra musical.

Brahms - Dança Húngara V - Orquestra Sinfônica de França

 



 Walt Disney - Fantasia - Mickey The Sorcerer's Apprentice 

PELO TELEPHONE - BAHIANO 

 

Paulo Moura e os Batutas - Urubu Malandro

Xisto Bahia - Isto é bom

 







Bibliografia
CANDÈ, Roland de. História Universal da Música. Editora Martins Fontes, São paulo, SP. 2001.
NAPOLITANO, Marcos. História & Música. História cultura da música popular. 2 ed. Belo Horizonte: autêntica,  2005.

2 comentários:

  1. Maravilhoso este texto Daniel! Informação e conteúdo!
    Tenho orgulho de ser seu amigo!
    Grande Abraço

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    1. Grande Gustavo, que bom que curtiu, fiz essa postagem hoje, e ela sofreu um upgrade por parte do Tiago Malta, isso tudo é só uma sintese da história, deixei os links e bibliografia caso o leitor queira se aprofundar mais no assunto. valeu meu caro, muito obrigado pelo feedback

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