sábado, 24 de março de 2012

Que álbum mudou sua vida?




Quando conheci a banda Aerosmith, em meados de 1995, foi através da música "Hole in my soul", que foi um grande sucesso nas paradas de rádio; depois, comprei o álbum Nine Lives, de 1985. Me chamou a atenção por ser algo diferente; eu não saberia dividi-los em algum sub-rótulo, mas também não diria ser apenas um Rock Roll, ou um Hard Rock. Nunca me pareceu pertencer a nenhum dos dois campos, mas ao mesmo tempo, tinha um pouco de tudo! Depois do "Nine lives" viciei em Aerosmith; comecei a colecionar os Cds, e a ouvir tudo que podia. Após quase dois anos, comecei a me saturar um pouco da banda; achava que a voz rouca de Steve Tyler deixava as músicas muito parecidas e o guitarrista Joe Perry seguia sempre a mesma linha de solos. Foi quando conheci o Álbum "Toys in the Attic" (Brinquedos no sótão) de 1975. Era um álbum muito diferente de todos que já tinha ouvido, a pegada era diferente e até a voz do Steve Tyler tinha um tom diferente; um estilo bem rock, mas não chegando tanto ao Rock Roll. A temática do álbum me agradou e o som, no geral, também.
A música que abre o álbum de mesmo nome, "Toys in the Attic", já vem furiosa, com suas guitarras repetindo uma base, e cantado a mais de uma voz, a letra é sensacional! Já fala dos brinquedos no sótão, remete a quando alguém reencontra aqueles velhos objetos que fizeram parte da sua infância, nostalgia pura para qualquer pessoa, ao reencontrar com seus velhos brinquedos. Quem nunca passou por isso?

Toys in the Attic

In the attic, lights (No sótão, luzes)
Voices scream, nothing seems (Vozes gritam, nada vejo)
Real's a dream (Realmente é um sonho)
Leaving the things that are real behind (Deixando coisas reais para trás)
Leaving the things that you love from mind (Deixando coisas que você ama na mente)
All of the things that you learned from fears (Todas as coisas que você aprendeu de seus medos)
Nothing is left for the years, voices scream (Nada é abandonado pelos anos,vozes divertidas)
Nothing seems real's a dream (Nada vejo, realmente é um sonho)

O álbum segue com muitos hits legais, como "Walk this way", mas algumas me chamariam mais a atenção do que outras, como a faixa "Sweet Emotion": a música começa com uma base constante bem leve e novamente um coro de voz, da forma mais suave possível, que é seguida da voz solo de Steve Tyler e uma distorção na guitarra. Deixo o encantamento dessa música para a impressão que tive na época, ou seja, a instrumentação e como ela foi construída, pois não entendia nada da letra, e se for parar para analisar uma tradução hoje, parece não fazer muito sentido: loucuras de bastidores, carros de policia e sexo, coisas da vida conturbada da banda que, posteriormente, resultaria em Steve Tyler tendo crises sérias por conta do seu vício em drogas.

Sweet Emotion

Temos uma faixa mais pesada em "Round and Round". Eu, particularmente, acho que a voz de Tyler está muito parecida com a voz de Fredie Mercury; não posso afirmar se houve alguma influência, apenas observo que a entonação se parece nessa faixa em especial.

Round and Round

O álbum finaliza com "You see me crying" (Você me vê chorando), algo que realmente me toca, uma faixa bem sentimental, bem feita e bonita, onde Steve Tyler mostra o malabarismo que consegue fazer com a voz, com violinos ao fundo (mesmo que sintetizados) e voz distorcida que Tyler faz ao final sem perder o tom é incrível.

You see me crying

Um Álbum incrível, de uma ótima banda que marcou minha vida no passado. Ouvi-la hoje é sinônimo de nostalgia.

2 comentários:

  1. Olá!

    Postou lá na comu Rock N´Roll....

    Aqui vai minha lista:

    Um Top 10 de albuns que mudaram minha vida:


    Black Album - Metallica (não pela qualidade em si, mas por ter me apresentado o Metal, em 1992. Antes eu só escutava Beatles, Elvis, etc)
    The House Of Atreus - Virgin Steee (ao saber que Metal poderia transcender a rebeldia e versar sobre temas etéreos, além de mostrar composições que fariam compositores eruditos corarem)
    Argus - Wishbone Ash (Esse album mudou minha vida ao me fazer entender por que banda como Judas Priest e Iron existem)
    Zuma - Neil Young (como poesia não me mudaria?)
    Progressions Of Power - Triumph - (album perfeito do Rock)
    Abbey Road - Beatles (me ensinou que o fim poderia ser digno e belo!)
    Relayer - Yes (The Gates Of Delirium me ensinou o que é perfeição!)
    Immortal Soul - Riot (por ter me ensinado o que é persistência!!!)
    Port Royal - Running Wild (Calico Jack sou eu, PQP!)
    Breaking All The Rules - Peter Frampton (me fez lembrar da importância da liberdade)

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    1. Rodrigo obrigado pelo feedback, eu também comecei a ouvir o Metal pelo Black Álbum do Metalica, Relayer do Yes foi o primeiro álbum dessa banda que escutei, gostei muito, mas gostei mais ainda do Closed to the edge. Valeu pelo comentário!

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