sábado, 17 de março de 2012

Que álbum mudou sua vida?


Responder à pergunta que dá título a esse texto pode significar uma tarefa ingrata para alguns, mas, no meu caso, é como um chute de "bate-pronto": "Blood Sugar Sex Magik", do Red Hot Chili Peppers é, sem pestanejar, o disco que mudou minha vida - para melhor, que fique bem claro! 
O álbum da banda californiana completou 20 aninhos de idade em 24 de setembro do ano passado, mas traz no conteúdo de suas letras temas sempre atuais, como preconceito e envolvimento com drogas. Acusado pela crítica de ser sexista, o disco faz menção ao "amor livre" em algumas de suas faixas: de forma mais sutil em canções como "Give it Away", ou de maneira mais explícita, como em "Sir Psycho Sexy". 
Em termos de sonoridade, o RHCP deu um tempero bem apimentado ao disco, através de uma mistura explosiva, que inclui rap, funk e alguns riffs de heavy metal, obtendo como resultado uma obra prima, que impulsionou o rock alternativo no início dos anos 90. Até hoje, quando a banda sai em turnê, não podem faltar hits como "Under the Bridge" e "Give it Away" no repertório.
Até ouvir esse álbum, me considerava uma pessoa sem convicção musical: ouvia de tudo um pouco, mas sem algo que me chamasse a atenção. O contato com "Blood Sugar Sex Magik" não só me trouxe para o "caminho da luz" (entenda-se o caminho do "roquenrol"), mas também contribuiu para que eu começasse a tocar um instrumento musical: a bateria.  

Selecionei alguns trechos da primeira faixa do disco, "The Power of Equality", que fala de forma brilhante sobre o tema do preconceito e deixa claro como os Chili Peppers foram influenciados pelo rap:

"Right or wrong                  (Certa ou errada)
My song is strong               (Minha canção é forte)
You don't like it                  (Você não gosta dela)
Get along                            (Lide com isso)
Say what I want                  (Fale o que eu quero)
Do what I can                     (Faça o que eu posso)
Death to the message          (Morte à mensagem)
Of the Ku Klux Klan"          (Do Ku Klux Klan)

                                                                    ( . . . )

                                                                       "I've got tapes                      (Eu tenho fitas)
                                                                        I've got CDs                       (Eu tenho CDs)
                                                                        I've got my 'Public Enemy'" (Eu tenho meu 'Public Enemy') 
                                                                     
                                                                    ( . . . )

"My name is peace           (Meu nome é paz)
This is my hour                 (Essa é a minha hora)
Can I get                          (Posso ter)
Just a little bit of power?"  (Pelo menos um pouco de poder?)

Confiram o vídeo dessa  mesma música, que dá uma ideia da mistura apimentada à qual me referi anteriormente:


E você? Algum álbum em especial foi responsável por mudar sua vida? Ou mesmo foi "trilha sonora" de  algum momento especial? Comente!



Um comentário:

  1. Blood Sugar Sex Magik, realmente, marcou minha infãncia. Tinha o LP original e tudo. Mas nenhum mudou a minha visão sobre música eletrônica quanto os álbuns "Ultravisitor" do Squarepusher, "drukQs" do saudouso Aphex Twin e o "Kirlian Selections" do The Flashbulb.

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